Coloquei
João de castigo pela primeira vez na semana passada. Os pivetinhos vão virando gente e acham que são donos do mundo... é difícil. A motivação do castigo veio de ações rotineiras (não querer colocar a fralda, escovar os dentes, colocar a roupa, etc), que tomam gigantescas proporções quando você tem que sair para trabalhar cedinho e antes disso ainda deixá-lo na escola. É coisa de outro mundo. Juro que não sei como consigo.
A maratona da manhã começa às 6h15. Eu levanto, chamo Lucas (que vai de van) e fico na pressão pra ele não perder a condução. Nesse tempo João acorda, querendo toda a atenção do mundo, eu faço o lanche da escola (em 15 etapas pq a todo segundo rola um "mamãe, vem cá"), me arrumo e tento prepará-lo para a escola. Fralda, cueca, short, camiseta, sandália, cabelo, escovação de dente, sair de casa, do elevador (uma eternidade!!), entrar no carro (minha nossa), descer dele e entrar na sala de aula (outra eternidade). E o relógio... tic tac, tic, tac. Eu dou aula às 8h (em sala!!), então já viu, né? tudo tem que acontecer uns 15 minutos antes disso.
Enfim, como ele tá crescendo, já presta atenção em tudo e já não aceita bem fazer algo que não esteja com vontade. Nem o 1, 2, 3 está sendo eficaz como antes... aí teve que ser no castigo. Ou isso ou atrasos diários e um garoto de quase 2 anos fazendo somente o que quer... Não vai escovar os dentes não? Vou contar... Então, João, você vai ficar de castigo. E tome-lhe choro. Choro e apelação. O danado já sabe o que é isso e sempre que eu falo duro ele vem com um "mamãe, quero colo", pra tentar me desarmar! hahahahaha Mas eu sou firme (às vezes até demais). Chorou, tentou sair, gritou, fez de tudo. Não cedi. O fruto veio depois, quando ele me deixou escovar os dentes bem direitinho. É claro que precisa haver dose no castigo, na razão e no modo, mas se bem equilibrado, dá um retorno incrível, ainda que nem sempre na primeira vez.
Eu tenho um perfil de doação total, mas de muita exigência. Acho a disciplina fundamental pra orientá-los sobre o limite (falo de Lucas e de João!), dando sempre a oportunidade da escolha, esse que é assunto pra outro post. Mas, pra finalizar a conversa, meu grande pavor são as crianças-monstrinho que a gente vê por aí, mandando na mãe, no pai e no mundo inteiro. Vamos amar, mas manter a disciplina e ensinar que tudo tem seu tempo e que obedecer à mãe é a regra de ouro da vida.