1 de setembro de 2009

Festa de aniversário

Domingo levei João no niver de 3 anos de um amiguinho da escola, João Pedro. A comemoração foi numa casa de festas daquelas cheias de brinquedos pra pivetada de todas as idades e foi ótima, João se divertiu demais, comeu, brincou, fez de um tudo. Estava tudo bem organizadinho, uma belezura.

Mesmo assim saí pensando nas atuais festas. Será que vale gastar rios de dinheiro para comemorar? não sei.... Claro que tem que comemorar (no mínimo um bolo!!!!!), mas me pergunto onde vamos parar nessa “competição” entre festas mirabolantes, divertidas (sim, são divertida), “perfeitas” e caríssimas.

As facilidades estão à disposição no mercado (e nós queremos facilidades SIM!!), mas acho que está havendo um exagero e as festinhas não são mais uma comemoração com os amigos e sim um evento social para ficar na memória da cidade.

Meu Deus, quem disse que é melhor deixar o presente com uma moça desconhecida, que anota o nome e a idade do convidado, no lugar de entregá-lo ao aniversariante e aproveitar para lhe dar aquele abraço??? Onde foram parar os bolos de aniversário? e o ato de cortar (tudo errado mesmo) o primeiro pedaço? O bolo partido e embrulhado no papel alumínio é uma delícia, mas tem um gosto diferente.

Pelamordedeus,não to critiando A ou B, apenas comentando que quase não há mais festinhas e sim superproduções mega-organizadas e absurdamente caras. A gente precisa, no mínimo, se questionar a respeito. Não sei, tentar usar a nosso favor essa facilidade de ter pessoas talentosas para produzir o “pesado” da festa, sem que isso signifique robotizar uma comemoração apenas por “praticidade”, ou pior, por moda.

Entre as zilhões de festinhas que mamãe fez pra mim e meus irmãos, lembro de uma especialmente. Ela passou um tempão recolhendo e guardando potes de margarina. Vejam só! Lavou e limpou todas com álcool para tirar as marcas, depois cobriu as caixas com um papel crepon quadriculado (lembro até disso) e colou na tampa um boneco da turma da Mônica. Era a caixetinha que ficava em volta da mesa, montada pra que cada pivete pegasse a sua logo depois do parabéns.

Tudo bem, o exemplo é de outra época, quando nossas mães organizavam TUDO do niver. Os tempos avançaram e é uma maravilha poder delegar parte desse trabalhão a uma equipe especializada. O problema é que isso tomou proporções quase incontroláveis. Às vezes impagáveis.

Quem sabe associar um pouco do espírito alegre daquelas festas com quebra panela e brincadeira do saco aos novos brinquedos e serviços prontos? Talvez cheguemos perto do ideal. Digo talvez porque eu mesma sou novata na área: só fiz duas festas de bebê, uma de médio porte e uma de mínimo porte, e umas 4 de adolescente(outro esquema). Ou seja, tô na luta pra encontrar o MEU modelo. E nas minhas andanças até aqui a filosofia tem sido pé no chão, muita conversa com os pivetes sobre o que significa realmente uma festa de aniversário, e criatividade pra tentar comemorar a data de maneira especial, dentro do orçamento e do que se acredita como valor.

4 comentários:

Alessandra Cerqueira disse...

Realmente as festas infantis estão mais para mega produçoes do que outra coisa. A praticidade tomou o lugar do encanto das festinhas, como vc mesma disse, o bolo, o primeiro pedaço, a entrega do presente, etc. Onde já se viu vc entregar o seu presente para uma pessoa que não conhece e não ter a oportunidade de entregá-lo ao aniversariante e ver o sorriso estampado no rosto dele?Acho que isso é o que mais impacta.
Em resumo, toda essa praticidade faz com que a festa perca muito do calor humano.
Ainda bem que Bruna só tem 1 ano e ainda terei um pouco mais de tempo para ter o controle de suas festinhas de aniversário, mas fico pensando que será uma luta grande quando ela crescer, pois o normal é que queira tb festas mega produzidas. Aff...haja esforço para convencer a pivetada a se enquadrar ao nosso orçamento.

Alessandra Cerqueira disse...

Realmente as festas infantis estão mais para mega produçoes do que outra coisa. A praticidade tomou o lugar do encanto das festinhas, como vc mesma disse. O bolo, o primeiro pedaço, a entrega do presente, etc. Onde já se não ter a oportunidade de entregar o seu presente para o aniversariante e ver o sorriso estampado no rosto dele? Acho que isso é o que mais impacta.
Em resumo, toda essa praticidade faz com que a festa perca muito do calor humano.
Ainda bem que Bruna só tem 1 ano e ainda terei um pouco mais de tempo para ter o controle de suas festinhas de aniversário. Mas fico pensando que será uma luta grande quando ela crescer, pois o normal é que também vá querer festas mega produzidas. Aff...Haja esforço para convencer a pivetada a se enquadrar ao nosso orçamento.

Valeska disse...

Juliana,

Este seu espaço é de fato muitíssimo abençoado pois assim a gente tem oportunidade de dividir nossas opiniões. Assim como vc acho um verdadeiro ABSURDO, o presente ser colocado dentro de uma caixa sem ser entregue diretamente ao aniversariante. Há uns poucos meses, fomos numa festa como esta que vc está relatando ... mega produção mesmo e juro prá vc que no momento da entrega do presente, isto me passou pela cabeça. Lembro que na minha época a gente não só recebia, agradecia, abraçava como também abria e colocava como um troféu em cima da cama :-). Bons tempos. No ano passado, fomos a uma festinha lá no salão do nosso prédio, de uma criança um pouco mais velha que a Aline (acredito que a mãe da menina nos convidou mais por amizade por mim, pois a diferença de idade entre a garota e a Aline é razoável). Quando fomos entregar o presente, a menina estáva ali, a postos, do lado da famosa caixa. A Aline, toda feliz, aproveitou p/ entregar e sabe o que a garotinha fez ? Nem tocou no pacote, já apontou logo a caixa de presentes pedindo para colocar lá ! Lembro que fiquei atônita, totalmente sem ação com a atitude mau educada daquela garotinha e ao mesmo tempo, pedi p/ Deus para me dar sabedoria suficiente para bem educar a minha filha.
Um grande beijo prá vc. Estou feliz em ter conseguido postar novamente.
Beijos na barriga.

Ana Inês disse...

Cadê você July?!
precisamos de uma dessas nossas pequeninas festas, pra gente jogar conversa fora. Ainda que dois meses atrasada na leitura deste seu post, concordo sim. Já aluguei piruliteiro, já fui às megafestas, já confeccionei caixetinhas de potes e papelão, até paineis inteiros...Já pintei o sete pra cada aniversário e já me rendi ás praticidades de niver na escola, ou pros poucos amigos de escola. Adoro os preparativos e o ar festejado exatamente nesses momentos...acho que, como vc, não tenho tipo pra grandes eventos sociais. Devemos comemorar sim, mas precisamos sim, passar pra nossos pequeninos conceitos de simplicidade e da felicidade junto daqueles que nos fazem bem, sem efeitos cinematográficos e sim, como somos e queremos ser.