4 de março de 2009

Trabalho de verdade

Ainda estou na luta por uma empregada-babá. E como a luta é grande!!! Entrevistei uma mulher que estava muito interessada no trabalho, que topou meus horários de aulas noturnas, se disse apaixonada por criança e que seu último emprego tinha sido de faxineira. Desesperada, pensei comigo.... gente, ela deve arrumar a casa bem direitinho e cuidar dos meninos também, já que é mãe de dois pivetinhos. Enfim, topei a empreitada de ensinar tudo, explicar regras, horários, como somos, como funcionamos, como João se comporta, o que Lucas faz, as preferências, as urgências, enfim, tudo, tudo, tudo.

No primeiro dia, achei que nada estava arrumado, mas dei aquele desconto por um provável nervosismo inicial. No segundo, quando eu falava algo ela virava a cabeça lentamente, como se dissesse "ai meu Deus, o que é que essa mulher quer" e me respondia com um "hã?". Descemos com João, ela sentou no balanço e ficou olhando pro mundo todo, menos pro galego. E pra finalizar, depois de todo um dia de trabalho dela, o resultado que vi quando cheguei à noite foi banheiro sujo e casa arruamada às pressas. Aí decidi que não dava. No terceiro dia, inventei uma história (sou fraca que só caldo de maxixe pra demitir!) e a mandei embora. Acho que hoje as pessoas não querem trabalhar de verdade....

Tô me virando sozinha... como? nem eu sei. O que sei que é tô me armando pra guerra, organizando uma rotina viável pra sobreviver a esse vendaval, tudo porque ando descrente de que vou encontra alguém que trabalhe pra valer. Até achar, viro noites trabalhando e organizando as aulas e reportagens, e aprendo - na marra - tarefas domésticas que nunca soube fazer na vida!

SOCORRO: quem souber de alguém que valia a pena indicar me avise!!!!!

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