O mundo parece estar mais prático. Há máquina para lavar prato, escova de dente que faz o serviço sozinha, carro que dá ré no automático, celular que é computador, máquina fotográfica, filmadora e até telefone, enfim, a tecnologia quase ultrapassa a imaginação. Só não existe ainda uma maquineta que dê paciência, elemento chave na maternidade. Irmã caçula do tempo, da espera. (andei pensando nisso nas férias escolares SEM empregada!!!).
Acho até que os nove meses de gestação são a primeira grande tarefa de casa. O amor exige paciência. Ouvir, olhar nos olhos, conversar, abraçar. Tempo, tempo, tempo. Saber esperar é um valioso aprendizado. Esperar um presente é alimentar o desejo mais intenso, é ser feliz antes mesmo de rasgar a embalagem. Até o erro tem no tempo e na paciência a capacidade de se transformar em acerto. A sabedoria não tem pressa.
O duro é que nessa modernidade de muito trabalho e alta tecnologia, ironicamente capazes de melhorar a vida e dar mais tempo às pessoas, o elemento paciência anda bem em falta. A rotina não ajuda: trabalho, problemas a resolver, bagunça, choro, grito, cansaço, levar e pegar nesse trânsito..... mas aí acho que entra o esforço de mãe. Tentar ter paciência é mais do que metade do caminho e os resultados são maravilhoso. Instituí tempos atrás o abraço de bom dia nos meninos. Não importa o atraso, o cansaço. Quando eles acordam a gente se abraça e diz bom dia. Depois disso tudo fica mais fácil, mesmo quando está difícil.
Na verdade, acho que tem a hora do grito sim, do ataque de nervos. Somos normais, enfim! A gente só tem é que manter esses momentos necessariamente como exceção. :)
Na verdade, acho que tem a hora do grito sim, do ataque de nervos. Somos normais, enfim! A gente só tem é que manter esses momentos necessariamente como exceção. :)
