Um dos atos mais emocionantes entre mãe e filho é mesmo a amamentação. Não apenas porque o leite é um líquido mágico (como é que, sozinho, vale como arroz, feijão, água, suco, vitamina???), mas por causa do contato físico e visual.
Agora, com Bernardo, revivo as maravilhosas sensações de quando amamentava João. Uma delas, que me fazia e me faz "viajar" é poder me ver literalmente refletida nos olhos de Bernardo. Quando nos entreolhamos fixa e demoradamente, meu rosto aparece refletido no espelho dos olhos dele, num encanto que me faz percebê-lo como uma extensão minha, uma parte mesmo de mim, tendo a certeza de que muito do que sou/estou fará parte dele, como uma tatuagem.
Sempre que observo isso, inconscientemente meu sorriso se abre e a magia se repete, vejo minha alegria através dos olhos do meu filho. E penso a respeito da maternidade... no miúdo: trabalhão, amor, cansaço, satisfação. No graúdo, acho que é uma oportunidade de se reinventar, de ser uma pessoa melhor, por e para que esses pivetinhos que saem da gente (ou não) tenham o melhor de nós, saibam encontrar o melhor si mesmos nesse mundão, e façam diferença. Ou, então, podemos chamar tudo isso simplesmente de felicidade. (e a minha é tripla!!)