Domingo levei João no niver de 3 anos de um amiguinho da escola, João Pedro. A comemoração foi numa casa de festas daquelas cheias de brinquedos pra pivetada de todas as idades e foi ótima, João se divertiu demais, comeu, brincou, fez de um tudo. Estava tudo bem organizadinho, uma belezura.Mesmo assim saí pensando nas atuais festas. Será que vale gastar rios de dinheiro para comemorar? não sei.... Claro que tem que comemorar (no mínimo um bolo!!!!!), mas me pergunto onde vamos parar nessa “competição” entre festas mirabolantes, divertidas (sim, são divertida), “perfeitas” e caríssimas.
As facilidades estão à disposição no mercado (e nós queremos facilidades SIM!!), mas acho que está havendo um exagero e as festinhas não são mais uma comemoração com os amigos e sim um evento social para ficar na memória da cidade.
Meu Deus, quem disse que é melhor deixar o presente com uma moça desconhecida, que anota o nome e a idade do convidado, no lugar de entregá-lo ao aniversariante e aproveitar para lhe dar aquele abraço??? Onde foram parar os bolos de aniversário? e o ato de cortar (tudo errado mesmo) o primeiro pedaço? O bolo partido e embrulhado no papel alumínio é uma delícia, mas tem um gosto diferente.
Pelamordedeus,não to critiando A ou B, apenas comentando que quase não há mais festinhas e sim superproduções mega-organizadas e absurdamente caras. A gente precisa, no mínimo, se questionar a respeito. Não sei, tentar usar a nosso favor essa facilidade de ter pessoas talentosas para produzir o “pesado” da festa, sem que isso signifique robotizar uma comemoração apenas por “praticidade”, ou pior, por moda.
Entre as zilhões de festinhas que mamãe fez pra mim e meus irmãos, lembro de uma especialmente. Ela passou um tempão recolhendo e guardando potes de margarina. Vejam só! Lavou e limpou todas com álcool para tirar as marcas, depois cobriu as caixas com um papel crepon quadriculado (lembro até disso) e colou na tampa um boneco da turma da Mônica. Era a caixetinha que ficava em volta da mesa, montada pra que cada pivete pegasse a sua logo depois do parabéns.
Tudo bem, o exemplo é de outra época, quando nossas mães organizavam TUDO do niver. Os tempos avançaram e é uma maravilha poder delegar parte desse trabalhão a uma equipe especializada. O problema é que isso tomou proporções quase incontroláveis. Às vezes impagáveis.
Quem sabe associar um pouco do espírito alegre daquelas festas com quebra panela e brincadeira do saco aos novos brinquedos e serviços prontos? Talvez cheguemos perto do ideal. Digo talvez porque eu mesma sou novata na área: só fiz duas festas de bebê, uma de médio porte e uma de mínimo porte, e umas 4 de adolescente(outro esquema). Ou seja, tô na luta pra encontrar o MEU modelo. E nas minhas andanças até aqui a filosofia tem sido pé no chão, muita conversa com os pivetes sobre o que significa realmente uma festa de aniversário, e criatividade pra tentar comemorar a data de maneira especial, dentro do orçamento e do que se acredita como valor.