Saudades de escrever aqui no quintal! Depois de uns 25 dias de férias em Recife retornamos a Brasília e estamos todos no processo de readaptação. Pra mim (e acredito que para Laércio e Lucas também) Recife é sinônimo de casa, família, amigos e de uma enorme e deliciosa sensação de pertença (povo, cultura, hábitos...). E é justamente aí que o emaranhado de sentimentos começa, já que há sete anos minha "casa" não é lá, e sim aqui, em Brasília. É aqui que criamos nossos filhos, que trabalhamos, nos divertimos. Aqui estão minhas coisas, minha cama, é aqui que levo João pra escola, lucas para as festinhas, etc. Recife é a minha cidade, Brasília é minha morada. Adoro a música cantada por Dominguinhos que começa assim: "amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui. Repare naquela estrada!!! A que distância nos levará?".

A vida da gente é uma soma de vivências e cada parada, cada nova emoção nos transforma e retransforma, e por isso não somos iguais ao que éramos ontem nem amanhã seremos como somos hoje. Recife é minha história, o sangue que corre nas veias (e para onde quero voltar!!), mas Brasília é também uma benção, uma cidade que adoro e que me recebeu sem restrições.
A verdade é que vida pulsa e o nosso coração (trabalhador que só ele!!!) acompanha o ritmo. Uma vez vi uma entrevista de uma mãe que acabara de ter o segundo filho. Ela dizia que durante a segunda gravidez se perguntava se teria condições de amar o novo bebê tanto quanto o primogênito, já que aquele amor era o maior que já havia sentido. A resposta estava nos olhos dela, o coração da gente é mágico e tem uma capacidade atlética de amar. Amar filhos (no singular e no plural), pessoas, coisas, idéias, cidades. Tudo o que consideramos importante ganha espaço nesse coração (embora precise ser cultivado para se manter lá). Cada pedaço de vida (bom e ruim) é valioso e válido. Essa, aliás, é a maior riqueza que podemos conquistar.
Bom 2009!